Bio Resumida

Felipe Siles é doutorando em Musicologia pela USP e especialista em “Histórias e Culturas Indígenas e Afro-brasileiras na educação” pela FACON/Casa Tombada (2019). Tem como foco de pesquisa a trajetória profissional e artística de músicos e compositores negros da história da música popular brasileira, tendo estudado no mestrado Esmeraldino Salles, enquanto no doutorado pesquisa sobre o maestro Abigail Moura e a Orquestra Afro-Brasileira. É autor do livro “O choro negro e paulistano de Esmeraldino Salles”, viabilizado pelo PROAC Literatura, do estado de São Paulo, e lançado pela Illumina em 2023; e produtor executivo dos filmes “Egbé Orum: família espiritual” (Alexandre Silva, 2025) e "Prioridades" (Rociel Lima, 2026) viabilizados por leis de incentivo pelo município de Cosmópolis-SP. Atualmente é membro do grupo de teatro Abrakortina (Cosmópolis-SP) e professor de diversas disciplinas do curso técnico em Música no Conservatório Carlos Gomes (Campinas-SP).

Bio Completa

Pesquisador musical, arte educador e produtor cultural, Felipe Siles é doutorando em Música pela Universidade de São Paulo (USP); especialista em Histórias e Culturas Indígenas e Afro-brasileiras para a Educação pela Faculdade de Conchas (FACON) — Polo A Casa Tombada; e bacharel em Música Popular pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Complementou sua formação, em 2007, no Conservatório de Tatuí, onde estudou Piano MPB-Jazz. Em seu mestrado, desenvolveu pesquisa sobre o músico Esmeraldino Salles, que culminou na publicação do songbook “O choro negro e paulistano de Esmeraldino Salles” lançado pela Illumina em 2023 através da lei de incentivo PROAC do estado de São Paulo e distribuido livremente para bibliotecas, coletivos e grupos musicais do estado. Sua pesquisa atual, no doutorado, é sobre Abigail Moura e a Orquestra Afro-brasileira, coletivo negro orquestral que atuou das décadas 1940 a 1970.

Como arte educador, trabalhou nas seguintes instituições na cidade de São Paulo: Teca Oficina de Música (2016 e 2023), Programa Vocacional Música (2017), Fábricas de Cultura (2012 a 2014) e Projeto Guri (2010). Atuou também como estagiário durante a graduação na Unicamp (2004), ministrando aulas de piano complementar; e durante sua pós graduação na USP, como monitor do Prof. Dr. Rogério Moraes Lima, na disciplina Harmonia IV (2019 e 2023). Atualmente é professor de piano popular do curso técnico em Música no Conservatório Carlos Gomes, em Campinas-SP, onde leciona diversas disciplinas: piano, estruturação, harmonia, percepção, prática de conjunto e salão de concertos.

Entre shows, gravações, participações especiais e rodas de samba e choro informais, como músico instrumentista (piano e sanfona) dividiu palcos, estúdios e rodas com variados artistas e grupos: Guiga de Ogum, Edil Pacheco, Geovana, Ná Ozzetti, Gilmelândia, Sapopemba, Benjamim Taubkin, Simoninha, Jair Oliveira, Tião Carvalho, Osvaldinho da Cuíca, Izaías Almeida, Israel Almeida, Alexandre Ribeiro, Nilson Chaves, Adriana Moreira, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci e Douglas Germano. Integrou também o Coletivo Roda Gigante, Zérró Santos Big Band Project, Balé Folclórico Abaçaí e Conjunto Picafumo, além de já ter atuado como pianista, acordeonista e arranjador nos discos dos artistas Toinho Melodia, Vinicius Siqueira, Railidia, Roberta Oliveira, Marcos Dafeira e Anná. Apresentou-se em palcos como o Auditório do Ibirapuera, Sala São Paulo e Memorial da América Latina, além de eventos importantes como Loolapalloza, FLIP e Revelando São Paulo.

Desenvolve trabalho como músico no teatro, tendo se apresentado com as peças “Macumba Antropófaga” de Zé Celso Martinez na FLIP (Feira Literária de Paraty, 2010) e “O Assassinato do Anão do Caralho Grande” de Plínio Marcos (2011), no Teatro Oficina. Em 2015 foi diretor musical e músico na peça “As Pessoas de Fernando” com o Grupo Malaebaú, tendo se apresentado em diversos CEUs na cidade de São Paulo pelo edital do VAI e na Biblioteca de Mongaguá pelo PROAC. Integrou a Cia do Liquidificador em São Paulo, entre 2017 e 2023, apresentando-se com este coletivo em diversos espaços, como SESIs e SESCs de várias cidades paulistas, além da FLOP (Feira Literária de Ouro Preto).

Em 2020 regressou à cidade de Cosmópolis-SP (onde morou na infância e adolescência), se estabelecendo como músico e produtor do grupo teatral Abrakortina, além de fundar a produtora audiovisual Vagalumens Produções. Pela Vagalumens Produções, produz dois filmes, "Egbé Orum: Família Espiritual" (Documentário, Alexandre Silva, 2025) e "Prioridades" (Curta-metragem, Rociel Lima, 2026). Pelo grupo Abrakortina, participa em diversas funções dos espetáculos "Pássaro Azul" (2022), "Eu você e os afetos em cada um dos nós (2023), "O Dono do Pedaço: contação de histórias" (2024) e "Abra o baú de histórias" (2025). Também passa a atuar como compositor de trilhas sonoras, assinando a música dos filmes "Família Marson: do campo à cidade universo" (2024), "Além do som" (2024) e "Dona Biquita: a mãe de milhões" (2026), além de prestar diversos serviços nessa área, como freelancer, para a empresa Arcadis, na criação de materiais didáticos institucionais.

É também ativista pelo software livre e de código aberto, sendo integrante e colaborador em diversos coletivos com essa temática (como o Áudio e Software Livre, Ayom e Casa de Cultura Tainã), chegando a participar da 1ª conferência de cultura digital (2024), evento que reuniu coletivos digitais e que contou com a presença da ministra da cultura Margareth Menezes. Distribui diversos conteúdos de divulgação artística e acadêmica gratuitamente pela internet, através e blogues, podcasts e redes sociais livres e descentralizadas. Além disso é editor da Monstro dos Mares, editora independente que produz livros e zines anarquistas, tendo escrito o prefácio do livro "Brasil Negro Insurgente" (Jr. Karllos, 2026).

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